Os relatórios que a operação realmente usa
Existem muitos tipos de relatório de negócio. Poucos mudam alguma decisão. Vale saber quais são e o que perguntar de cada um.
Relatório que ninguém abre custa o mesmo que relatório usado: alguém montou, alguém revisou, alguém enviou. A diferença é que um muda decisão e o outro só ocupa a pasta compartilhada.
O teste é simples. Se o número vier diferente do esperado, alguma coisa muda? Se a resposta for não, aquele relatório não precisa existir.
Os tipos que se repetem em qualquer empresa
Financeiro
Receita, custo, margem. Parte dele é obrigação regulatória, e essa parte você vai produzir de qualquer jeito. A parte que interessa para gestão é outra: onde a margem está caindo e desde quando.
Operacional
O que foi entregue, em quanto tempo, com quantas voltas. É o relatório que mais responde perguntas do dia a dia e o que menos costuma existir de forma organizada.
De desempenho
Como o time e cada pessoa estão em relação ao combinado. Serve para conversa de desenvolvimento, não para ranking público.
De estoque
Quanto tem, quanto gira, o que está parado. Em negócio que carrega produto, é onde o dinheiro costuma estar preso sem ninguém perceber.
De mercado e de tendência
O primeiro olha para fora — concorrência, preço, demanda. O segundo olha para a série histórica dos seus próprios números. O segundo é mais barato de produzir e costuma ser mais acionável.
O que separa relatório útil de relatório bonito
- Chega antes da decisão, não depois. Relatório do mês fechado no dia 20 do mês seguinte é história, não gestão.
- Tem comparação. Número sozinho não diz nada. Contra o período anterior, contra a meta, contra outra área.
- Tem dono. Alguém precisa ser responsável por agir quando o número piora.
- Cabe em uma tela. O que exige rolagem para entender já perdeu a maioria dos leitores.
O maior custo escondido de relatório não é produzi-lo, é montá-lo à mão toda semana. Se alguém da sua equipe passa horas consolidando planilha, esse é o primeiro lugar para olhar quando você pensar em automação.
Comece por um
Não monte a suíte inteira de uma vez. Escolha a decisão que você toma com mais frequência e mais no escuro, e construa o relatório que responde exatamente ela. Quando ele estiver sendo usado toda semana, escolha o próximo.